Começo por efectuar a planificação. Outubro seria um mês de loucos: Alqueva, Meia de Ovar, Maratona do Algarve, Red Cross Trail e o grande objectivo: GTSA.
Os treinos foram respeitados, as etapas semanais cumpridas, até que entro na última semana, altura em que uma virose aproveitou as defesas em baixo e atacou-me fortemente. A planificação continuou, mas as noites eram mal passadas (com muita tosse), ponderei mesmo não ir ao GTSA.
Chegou entretanto a casa, na passada semana, o convite para o almoço de aniversário do meu pai, no dia 23 de Outubro. Iria a minha esposa e os meus filhos, eu, com os Amigos de Miranda do Corvo, rumariamos ao Norte do país.
Dia 22 de Outubro
No sábado sentia-me muito bem. Fiz uma caminhada e tinha as melhores sensações. Após o jantar preparo cuidadosamente o material, antes de dormir. De noite voltou a tosse, levantei-me e fui para a casa de banho para não perturbar. Depois ainda consegui algum repouso.Dia 23 de Outubro - Dia do GTSA
Pela manhã lá fomos para a partida. Tudo normal. Pelas 8 horas o sino entoa o "adeus" à Nossa Senhora de Fátima. Serrei os olhos e agradeci à virgem Maria. Seguiram-se oito badaladas, antes de partir.Parti mais atrás e não forcei na parte inicial pois a inclinação era acentuada. Comecei a correr aos 3 km e quando chego ao abastecimento dos 10Km dizem que estou a 10 minutos dos primeiros. Faltavam 32, havia que recuperar. Aumentei o ritmo com um grupo de experientes atletas, parecia o ideal para fazer a Maratona. Continuamos a correr, aos 15km (zona do rio) um dos voluntários diz que vamos a cerca de 5 minutos da frente da corrida. Estamos a recuperar, pensei. Aos 20 km rolávamos bem e com coragem para enfrentar a parte mais dolorosa, faltavam 22 e estávamos agora a cerca ce 3 minutos da liderança.
- Por aqui, parem, disse um elemento da organização - pensava que era mais um controlo.
- Terminou. Não há condições…
Pela manhã lá fomos para a partida. Tudo normal. Pelas 8 horas o sino entoa o "adeus" à Nossa Senhora de Fátima. Serrei os olhos e agradeci à virgem Maria. Seguiram-se oito badaladas, antes de partir.Parti mais atrás e não forcei na parte inicial pois a inclinação era acentuada. Comecei a correr aos 3 km e quando chego ao abastecimento dos 10Km dizem que estou a 10 minutos dos primeiros. Faltavam 32, havia que recuperar. Aumentei o ritmo com um grupo de experientes atletas, parecia o ideal para fazer a Maratona. Continuamos a correr, aos 15km (zona do rio) um dos voluntários diz que vamos a cerca de 5 minutos da frente da corrida. Estamos a recuperar, pensei. Aos 20 km rolávamos bem e com coragem para enfrentar a parte mais dolorosa, faltavam 22 e estávamos agora a cerca ce 3 minutos da liderança.
- Por aqui, parem, disse um elemento da organização - pensava que era mais um controlo.
- Terminou. Não há condições…
Impedidos de continuar, fomos para o abastecimento conversar. Entretanto gelei. Aproveitei o transporte de carrinha, com o grupo que me acompanhava, para o local da partida. Precisava urgentemente de um banho quente.
Não foi o que aconteceu. Foi gelo pelo corpo abaixo. A tosse aumentou, agasalhei-me e fui para o carro, aguardando a chegada dos companheiros de jornada.
Regressei a casa, pelas 18 horas, já estava na festa de aniversário do meu pai.
Agora resta-me descansar, como o meu amigo da foto.
Agora resta-me descansar, como o meu amigo da foto.
7 comentários:
Frustrante! Para o ano é que é!
Um abraço
Mota, todos ficámos tristes pelo que aconteceu, imagino a vossa decepção, eu ia em último e custou-me abandonar aquilo mas foi prudente a decisão tomada. Sempre temos a possibilidade de voltar e terminar aquilo que agora ficou a meio.
Um abraço.
Na montanha manda a montanha! Temos que saber respeitar isso se queremos cá estar para contar como foi!
Par o ano vai haver mais e tudo vai ser diferente.
Abraço
Na montanha manda a montanha! Temos que saber respeitar isso se queremos cá estar para contar como foi!
Par o ano vai haver mais e tudo vai ser diferente.
Abraço
Luis
Pelo que li não havia condições para continuarem em segurança. O Homem põe e a natureza dispõe.
É frustrante mas mais vale assim. Pró ano voltas a atacar a Serra e se calhar em melhores condições que essa tosse que pouco descanso te deu.
Abraços!
De facto, quando te vi entrar no carro e desaparecer ainda antes do almoço, percebi que ias muito agastado. Agora percebo melhor porquê, mas fico satisfeito em saber que te conformaste e que, como todos, entendes que mais incomodado deveria estar o Carlos Sá.
Aquele abraço e até daqui a uma semana e pouco.
A grande aventura que ficou por concretizar, para ano e a desforra! que pro ediçao juntarei a vocês!
Ate domingo na invicta
Grande abraço
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