Na altura participei em representação do Cem – Soldos (SCOCS) aldeia onde residia, juntamente com cerca de duas dezenas de atletas.
Na primeira edição os atletas partiram no entroncamento da “Estrada do Prado” com a Rua de Leiria, perto do Hotel dos Templários. Após dada a partida, corremos junto ao Rio que dá o nome à prova, a Roda do Mouchão viu-nos passar. De seguida fomos pela “Levada” até à rotunda (na altura só havia esta) de seguida fomos em direcção a Carvalhos de Figueiredo e Quinta do Falcão. Após os 10 quilómetros aparecia o grande obstáculo, a subida da Platex. Ultrapassado, embalados atravessamos Marmelais, uma pequena subida junto da Igreja de Santa Maria do Olival levava-nos ao último quilómetro. A força voltava e triunfalmente corríamos, ladeados por um cordão humano que nos aplaudia, na “Corredora” para cortar a Meta na praça principal da nossa bonita cidade. A Praça da República!
Ao longo destes 25 anos participei em todas as edições. Por duas vezes, 1986 e 1987, consegui ser o 5º juvenil.
Prémio do 5º lugar em 1986 e 1987
As medalhas de barro!
Nas primeiras edições, quando chegava a Cem-Soldos, lembro-me de ser “gozado” por ganhar medalhas de barro. Até os familiares mais próximos ironizavam comparando a “Medalhas de Cortiça”!
Felizmente, sem apoio, continuei a participar mesmo nos 20 anos que pratiquei futebol. Hoje, encontro na minha esposa e filhos o apoio necessário.
Em local de destaque orgulhosamente guardo os que considero serem os mais belos e preciosos troféus. As minhas “Medalhas de Barro”.
Domingo conto efectuar a 26ª edição. Vão estar presentes em Tomar muitos amigos. Faço votos que a prova vos corra bem.